Natural de Viana do Castelo, teve como formação artística na área da Dança o curso da Escola de
Dança do Teatro Nacional de S. Carlos com Ana Ivanova e o curso da Escola de Dança do Conservatório
Nacional de Lisboa.

Em 1976 integrou o elenco do Ballet Gulbenkian sob a direção de Jorge Salavisa, permanecendo até
1992 onde foi primeira bailarina e coreógrafa principal. Em Maio de 1992 assumiu a direção artística da
Companhia de Dança de Lisboa e em Fevereiro de 1995 fundou a Companhia Olga Roriz, da qual é
diretora e coreógrafa. O seu reportório na área da dança, teatro e vídeo é constituído por mais de 90
obras, onde se destacam as peças «Treze Gestos de um Corpo», «Isolda», «Casta Diva», «Pedro e Inês»,
«Paraíso», «Electra», «Nortada» e «A Sagração da Primavera».

Criou e remontou peças para um vasto número de Companhias nacionais e estrangeiras entre elas o
Ballet Gulbenkian e Companhia Nacional de Bailado (Portugal), Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de
Monte Carlo (Mónaco), Ballet Nacional de Espanha, English National Ballet (Inglaterra), American
Reportory Ballet (E.U.A.), Maggio Danza e Alla Scala (Itália).

Internacionalmente os seus trabalhos foram apresentados nas principais capitais europeias, assim
como nos E.U.A., Brasil, Japão, Egito, Cabo Verde, Senegal, Coreia e Tailândia.
Tem um vasto percurso de criação de movimento para o Teatro e Ópera e na área do cinema realizou
quatros filmes, «Felicitações Madame», «A Sesta», “Interiores” e “A Casa”.

Várias das suas obras estão editadas em DVD pela produtora Real Ficção, realizadas por Rui Simões,
bem como o Documentário “Autópsia, percurso de uma criação” sobre o seu método criativo, realizado
por Henrique Pina em 2020.

Uma extensa biografia sobre a sua vida e obra foi editada em 2006 pela Assírio&Alvim com texto de
Mónica Guerreiro. Em 2019 publica, no âmbito do seminário O sentido dos mestres, “Narrativas do
corpo”, publicação da Companhia de Teatro de Almada. Em 2020, edita “Companhia Olga Roriz 25
anos”, um livro de fotografias de todas as obras da Companhia de 1995 a 2020.

Desde 1982 Olga Roriz é distinguida com relevantes prémios nacionais e estrangeiros. Entre eles
destacam-se o 1º Prémio do Concurso de Dança de Osaka, Japão (1988), Prémio da melhor coreografia
da Revista Londrina Time-Out (1993), Prémio Almada (2004), Condecoração com a insígnia da Ordem
do Infante D. Henrique – Grande Oficial pelo Presidente da República (2004), Grande Prémio da
Sociedade Portuguesa de Autores e Milleniumbcp (2008), Prémio da Latinidade (2012), distinção com o
prémio Mulheres Mais Influente de Portugal (2016), pela revista EXECUTIVA, prémio SPA (2018) para
melhor coreografia de 2017 com a peça ‘Síndrome’, prémio SMA – Semana Arte Mulher Artes e
Espetáculos, atribuído pela Câmara Municipal da Figueira da Foz (2019) e a Medalha de honra da SPA –
Sociedade Portuguesa de Autores (2019).

Foi-lhe atribuído em Dezembro de 2017 pela Universidade de Aveiro, o Doutoramento Honoris Causa
por distinção nas Artes.