É um espetáculo sobre nós, seres afetuosos, facilmente domesticáveis, afeiçoados, dóceis e selvagens, perigosos e cruéis. O jogo de poderes. A sedução. O desejo. O domador e o domesticado. As funções e disfunções. A dependência. Reações e confusões. A vivência possível. A ironia de uma partilha forçada. A falsa privacidade. O engano. O acaso. Brincar como se fosse ao acaso. Homens e mulheres afeiçoados por si próprios. Auto domesticados. Selvagens. Um espaço interior com paredes, portas e janelas imaginárias. A luz é apenas uma memória. O som da cidade decepou-se no tempo. A clausura torna-se real.

Olga Roriz. 10 Fevereiro 2008.

Pets

É a montagem que justifica a velocidade do que estamos a ver: corpos permanentemente a fazerem coisas, a fazerem coisas uns aos outros, entre a obsessão e a inocência. Esta vertigem, permanente, solidifica a peça porque recusa a ideia de protagonistas, anula a hipótese de personagens, contraria a ideia de construção linear.

Tiago Bartolomeu Costa, Ípsilon – jornal Público, 6 de outubro de 2011

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Direção, espaço cénico e figurinos
Olga Roriz
Intérpretes
Catarina Câmara, Maria Cerveira, Marta Lobato Faria,
Bruno Alexandre, Pedro Santiago Cal
Seleção musical
João Rapozo e Olga Roriz
Música
Arvo Part, Bonobo, Bebe, Caverna, Carlos Gardel,
Eleni Karaindrou, Gotan Project, Joan Jeanrenaud,
Jonny Greenwood, Pink Martini, The Chemical Broyhers,
Wax Poetic
Desenho de luz
Cristina Piedade
Assistente da direção
André Louro
Assistente de cenários e figurinos
Maria Ribeiro
Pós-produção áudio
João Rapozo
Desenho e operação de som
Sérgio Milhano
Técnico de luz
Daniel Verdades
Diretor de produção
Pedro Quaresma
Secretariado Produção
Teresa Brito