“Síndrome” parte de “Antes que matem os Elefantes” transformando-o num novo espaço, solitário e individual, envolto num ambiente de utopia como uma suspensão da realidade, em busca do que ficou esquecido, do que se perdeu.
Vive-se a verdade, as expectativas, as aspirações e desencantos.
Baralham-se as convenções, e faz-se daquele lugar um outro, ou apenas um palco a existir como tal, numa relação entre o ser humano, o tempo, o espaço e a matéria.
Naqueles corpos reconstroem-se os afetos, o mundo imprime-se no olhar, no rosto, no corpo e nas palavras, em direção a outros caminhos do sentir.

Olga Roriz | Reflexões a 17 Maio 2017

 

Este lugar acolhe as personagens assim como as atira para fora quando a sua função se esgota. “Síndrome” é o oposto de “Antes que matem os Elefantes”, é o oposto da realidade, nada é palpável ou definível.

“Síndrome”, sendo em seguimento de uma peça sobre a guerra, por oposição, encontra-se num nenhures, num tempo depois do tempo antes, num tempo antes de sabermos.

“Síndrome” é uma miragem.
O lugar está lá antes de tudo mas não existe.
O pulsar da luz marca o início de toda a ação. Desvendando e ocultando o que está para vir ou o que nunca existiu. Ouvem-se memórias de guerra, descrições de casas destruídas, imagens ausentes de homens, mulheres e crianças. Cada um procura reconstruir-se, exaltando, lamentando, retraindo-se ou abandonando-se ao desejo.
É uma lenta marcha fúnebre.”

Olga Roriz |Reflexões 13 Junho 2017

 

Direção Olga Roriz

Intérpretes
André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alexandre, Bruno Alves, Carla Ribeiro, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria
Seleção musical Olga Roriz e João Rapozo
Cenografia e figurinos Olga Roriz
Desenho de luz Cristina Piedade
Acompanhamento dramatúrgico
Sara Carinhas
Pós-produção áudio e vídeo João Rapozo
Montagem e operação de luz João Chicó/Contrapeso
Montagem e operação de som PontoZurca

Companhia Olga Roriz
Diretora e coreógrafa Olga Roriz
Produção e digressões Ana Rocha
Gestão Patrícia Soares
FOR Dance Theatre e Residências
Lina Duarte