Perdemos tudo muito devagar
Tudo o que amamos está prestes a morrer.
Está sempre tudo prestes a morrer.
A aflição vem em ondas de dor e de luto.
Lá onde o corpo fica excluído da compreensão, restam os lugares abandonados. Lugares de memória abertos a outros acontecimentos, lugares de mutação à espera de uma transformada existência.
E depois da avalanche como tudo é tão frágil!
Tudo está aí à nossa frente mas, no entanto, há histórias que não estão escritas em lado nenhum. Coisas de nada… Singularidades frustradas.
Dissecar o mau estar de cada um de nós. Matar cada um de nós. Autopsiarmo-nos.
A repetição… a repetição… a repetição… sem fim como as ondas, como a vida e a morte ou o nascimento e a morte, o dia e a noite…
As dores.

Olga Roriz | Janeiro de 2019

Coprodução
São Luiz Teatro Municipal e Município de Viana do Castelo

Direção Olga Roriz

Intérpretes André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Marta Lobato Faria, Yonel Castillo Serrano
Conceção da banda sonora João Rapozo
Seleção musical Olga Roriz, João Rapozo e Bruno Alexandre
Música de Acid Arab, Christian Feenesz, Dirty beaches, Jóhann Jóhannsson, Kangding Ray, Ernst Reijseger, Ben Frost, Sunn O))), Colin Stetson e Sarah Neufeld
Cenografia e figurinos Olga Roriz e Ana Vaz
Desenho de luz Cristina Piedade
Conceção Vídeo Olga Roriz e João Rapozo
Pós-produção áudio e vídeo João Rapozo
Assistência à criação Bruno Alexandre
Assistência de cenografia Miguel Justino
Estagiárias assistentes aos ensaios Andreia Serrada, Catarina Camacho e Marta Jardim
Montagem e operação de luz e vídeo João Chicó/Contrapeso Montagem e operação de som Pontozurca
Agradecimentos Maria Quintans, David Meireles e Américo Castanheira (Faço tudo–Construções Cenográficas)