O Salvado

Um Solo de Olga Roriz

Em coprodução com o São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional São João, Teatro Aveirense e Cineteatro Louletano

Com o título O Salvado, este espetáculo nasce de uma interrogação ainda em aberto, de uma intenção por descobrir. Como quem resiste a um naufrágio, pergunta-se: o que se consegue salvar da catástrofe? Que vestígios permanecem depois da tempestade? O que pode ainda preservar uma existência de sete décadas? O que ficou agarrado ao corpo e ao tempo, e o que se pode finalmente desprender para se tornar matéria, memória, presença?

O que não morreu ainda nela? E do que conseguiu, afinal, libertar-se? Que corpo é este agora? Que histórias restam para contar? Ao longo de um ano e seis residências artísticas, foi tecendo um percurso que agora se revela numa topografia do tempo — um mapa de gestos, imagens, vestígios e palavras que traça o caminho. O tempo da lembrança e do esquecimento entrelaçam-se, lutam entre si. O que se projeta no futuro avança sem cessar. E é dessa matéria — dessa urgência de existir entre o que se lembra e o que se perde, entre o que foi e o que ainda poderá ser — que nasce a necessidade de se reinventar.

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Digressão 2026

O Salvado
29 de Abr., Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
23 de Mai., Teatro Municipal António Pinheiro, Tavira
19 de Set., Centro Cultural, Caldas da Rainha
24 de Out., Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

 

Publicação

Corpoemcadeia é um projeto artístico que combina a prática da dança com a psicoterapia Gestalt, desenvolvido em contexto prisional. Esta publicação acompanha o período de 2019 a 2022, que decorreu no Estabelecimento Prisional do Linhó com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

O projeto teve como objetivo a promoção do acesso à cultura e a facilitação de processos de reintegração psicossocial junto de pessoas em situação de privação de liberdade. A sua matriz assentou no agenciamento entre a dança – com destaque para metodologias de improvisação e criação da Companhia Olga Roriz – e a psicoterapia Gestalt, cuja vocação foca a existência humana como um processo criativo. 

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FOR | Formação Olga Roriz

Aulas Práticas
Para profissionais e estudantes de Dança
Integradas nos cursos da FOR Dance Theatre
Vagas limitadas e sujeitas a confirmação
Reservas via mail com antecedência mínima de 24 horas

Contemporâneo
2ªs, 4ªs e 6ªs, das 09h00 às 10h30
Professores Abel Rojo e Patrícia Henriques

Condicionamento físico e Contemporâneo
3ª e 5ªs das 9h às 11h30
Professores Patrícia Henriques, Abel Rojo e André de Campos

Preçário
Aula avulso | 8€ | 10€
Caderneta mensal 6 aulas | 40€
Caderneta mensal 10 aulas | 50€
Caderneta mensal 20 aulas | 95€
Mensalidade 1 aula/dia | 90€

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Atelier de Criação com Cláudia Dias
De 9 de Mar. a 12 de Mai.

O atelier de criação de Cláudia Dias será um lugar de prática exigente e de pensamento em ação, centrado na aplicabilidade da Composição em Tempo Real à criação artística. Partir-se-á da experiência concreta para compreender como se organiza uma composição no momento em que acontece, assumindo o tempo como matéria e a decisão como gesto estruturante. As aulas funcionarão como campos de treino. Como espaços onde cada escolha terá consequências na construção do todo. O trabalho aprofundará a consciência do corpo, do espaço, do tempo e do coletivo, entendendo-os como elementos interdependentes de uma mesma estrutura. Compor será tornar visível o pensamento através da ação. Mais do que transmitir um método, estas aulas proporcionam ferramentas de organização e leitura do que está a acontecer. A CTR afirmar-se-á como um dispositivo que clarifica decisões, evidencia relações e sustenta a construção de sentido. Cada participante será convidado a aceitar um modo de operar, integrando estes princípios no seu próprio processo ganhando maior autonomia, rigor e responsabilidade criativa.

Inscrições limitadas a público externo através do mail

Residências Artísticas

Loup Solitaire
Don Juan ou A Queda de Um Mito

O que é “um mito”, essa entidade que atravessa o tempo para se confrontar com um mundo em permanente mudança? Em Don Juan, as identidades deslocam-se, abrindo espaço. Don Juan regressa não como personagem, mas como força que atravessa os séculos. Nesta nova escrita do mito, identidade, desejo e poder deslocam-se continuamente, abrindo espaço para um corpo inesperado e para um mundo em transformação. Entre ruína e renascimento, Don Juan interroga o que de si pode ainda sobreviver…

Elmano Sancho/Eugénia Vasques

Reescrita e Encenação | Elmano Sancho; Curadoria Dramatúrgica | Eugénia Vasques; Interpretação | Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Joana Bárcia, Maria José Paschoal e Paula Neves; Cenografia | Samantha Silva; Desenho de luz |Pedro Nabais; Produção | Loup Solitaire; Apoios | Câmara Municipal de Lisboa; Parcerias | Abraço, ACAPO, ACEGIS, Aguinenso, Companhia Olga Roriz; Coprodução| Teatro Virgínia, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Teatro Diogo Bernardes, Teatro Gil Vicente e São Luiz Teatro Municipal /// A Loup Solitaire é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto | DGArtes

Maria Fonseca
ATA

“Meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade. (…) Nenhum mal atingirá quem na existência compreendeu que a privação de vida não é um mal” — Michel de Montaigne, Ensaios, I, XX Numa era em que a morte está ainda mais presente devido à guerra, qual é a nossa relação com ela, nos sentidos psicológico e geográfico? Como nos relacionamos nós com esta realidade individual e colectiva? Qual é a nossa responsabilidade e preparação? É importante cuidar deste tema e educar novas possibilidades de nos relacionarmos com a morte. Há culturas que a celebram, outras em que é um tabu. De uma forma geral, ao longo da história, o ser humano tem vindo a tentar prolongar a sua aproximação do fim. No entanto, a vida tem um limite natural e necessitamos das novas gerações. Qual a possível dança de coexistência entre vivos e mortos e as suas inúmeras crenças? É impossível abordar o tema sem falar do tempo e da respiração. A primeira coisa que fazemos quando nascemos é inspirar e a última é expirar. Este será um factor explorado na peça, desenvolvido em conjunto com Winga Khan. De que forma podemos encarar e cuidar deste aspecto fundamental da vida que é o último acto, de maneira a construirmos uma sociedade mais responsável e evoluída? É tempo de cultivar o belo, também no ritual da morte. –  Maria Fonseca

Criação e direção | Maria Fonseca; Música | Winga Kan – Nuno Patrício; Intérpretes | Hugo Marmelada, Maria Fonseca e Winga Kan; Luz | Cárin Geada; Cenografia; Guarda Roupa | Rodrigo Ferreira e Aldina Jesus; Produção | Sara Lamares

Canto do Bode
Investigação e treinamento continuado

Sessões coletivas com os artistas do estúdio, desenvolvidas em torno de um programa de exercícios, práticas e leituras, integradas à investigação em curso.
O estúdio de atuação O Canto do Bode dedica-se à formação, investigação e criação do ator e da atriz. Suas atividades concentram-se no desenvolvimento de práticas e estudos sobre a atuação, bem como na realização de projetos artísticos. O nome escolhido para o estúdio remete à origem da tragédia, tradicionalmente associada aos rituais em homenagem a Dioniso — o deus da uva, do vinho, da alegria e da transformação. Sob o efeito da bebida, os participantes dos cortejos dionisíacos cantavam e dançavam travestidos de bode, animal no qual o deus costumava se metamorfosear. Do canto desses “homens-bode” nasceu a palavra tragédia: tragos, “bode”, e oidia, “ode”, “canção”. O canto do bode representa a manifestação do êxtase (o sair de si) e do entusiasmo (a unificação com o deus) naquele ou naquela que expande as noções de “si mesmo” e de “realidade” para além dos limites do conhecido. Os estudos e os projetos artísticos realizados no estúdio partem da premissa de que o ator e a atriz são os elementos privilegiados da criação teatral. Portanto, um espaço para um trabalho sistemático, continuando, duradouro, livre de pressões presentes em estruturas tradicionais de ensino e produção, torna-se indispensável para o aprofundamento de questões acerca da atuação e dos seus efeitos em cena. Os legados de Stanislávski, Grotowski e Peter Brook, atualizados por pressupostos do pensamento contemporâneo são aliados deste complexo desafio.

Residências Artísticas Anuais

Artistas residentes
João Rapozo
EIF[E] – Escola Informal de Fotografia
Camboja Selecta
André de Campos
The Portfolio Project
BodyBuilders & Rafael Alvarez
Razões Pessoais Associação Cultural

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