O Salvado

Um Solo de Olga Roriz

Em coprodução com o São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional São João, Teatro Aveirense e Cineteatro Louletano

Com o título O Salvado, este espetáculo nasce de uma interrogação ainda em aberto, de uma intenção por descobrir. Como quem resiste a um naufrágio, pergunta-se: o que se consegue salvar da catástrofe? Que vestígios permanecem depois da tempestade? O que pode ainda preservar uma existência de sete décadas? O que ficou agarrado ao corpo e ao tempo, e o que se pode finalmente desprender para se tornar matéria, memória, presença?

O que não morreu ainda nela? E do que conseguiu, afinal, libertar-se? Que corpo é este agora? Que histórias restam para contar? Ao longo de um ano e seis residências artísticas, foi tecendo um percurso que agora se revela numa topografia do tempo — um mapa de gestos, imagens, vestígios e palavras que traça o caminho. O tempo da lembrança e do esquecimento entrelaçam-se, lutam entre si. O que se projeta no futuro avança sem cessar. E é dessa matéria — dessa urgência de existir entre o que se lembra e o que se perde, entre o que foi e o que ainda poderá ser — que nasce a necessidade de se reinventar.

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Digressão 2026

O Salvado
19 de Set., Centro Cultural, Caldas da Rainha
24 de Out., Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

Publicação

Corpoemcadeia é um projeto artístico que combina a prática da dança com a psicoterapia Gestalt, desenvolvido em contexto prisional. Esta publicação acompanha o período de 2019 a 2022, que decorreu no Estabelecimento Prisional do Linhó com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

O projeto teve como objetivo a promoção do acesso à cultura e a facilitação de processos de reintegração psicossocial junto de pessoas em situação de privação de liberdade. A sua matriz assentou no agenciamento entre a dança – com destaque para metodologias de improvisação e criação da Companhia Olga Roriz – e a psicoterapia Gestalt, cuja vocação foca a existência humana como um processo criativo. 

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FOR | Formação Olga Roriz

Aulas Práticas
Para profissionais e estudantes de Dança
Integradas nos cursos da FOR Dance Theatre
Vagas limitadas e sujeitas a confirmação
Reservas via mail com antecedência mínima de 24 horas

Contemporâneo
2ªs, 4ªs e 6ªs, das 09h00 às 10h30
Professores André de Campos e Tiago Barreiros

Condicionamento físico e contemporâneo
3ª e 5ªs das 9h às 11h30
Professora, Abel Rojo e André de Campos

Preçário
Aula avulso | 8€ | 10€
Caderneta mensal 6 aulas | 40€
Caderneta mensal 10 aulas | 50€
Caderneta mensal 20 aulas | 95€
Mensalidade 1 aula/dia | 90€

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Audições
Curso FOR Dance Theatre 2026/27

18 Jun. ou 5 Set., 10h
Palácio Pancas Palha

Formação artística orientada pela coreógrafa Olga Roriz, destinada a estudantes e profissionais de dança.

Disciplinas | Condicionamento físico; Dança contemporânea; Repertório; Improvisação; Voz e elocução; Escrita; Dramaturgia; Produção ;Gestão; Iluminação, Som e Vídeo; Ateliers de criação

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Residências Artísticas

Junior Romanini
Autopsiar um nome

Autopsiar um nome é uma palestra-performance que parte de um gesto simples e radical: desmontar o próprio nome. Ao vocalizar, fragmentar e atravessar o nome herdado do pai, o performer expõe as camadas afetivas, históricas e políticas inscritas naquilo que, à primeira vista, parece apenas identificação. Entre memórias familiares, ficções literárias e rastros de violência colonial, o nome deixa de designar um sujeito para tornar-se num campo de forças em tensão.

Ficha técnica
Performer e diretor | Junior Romanini; Dramaturgistas | Diego Alves e Cassiano; Sydow Quilici; Provocadores Brasil | Mônica Bernardes e Gabriel Góes; Provocadores Portugal | Paulo Raposo, Tatiana Schunck, Yael Karavan e Luis Alonso Aude; Audiovisual | Junior Romanini e Gabriel Góes; O presente trabalho foi realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil, e integra uma das ações da Pesquisa de Pós-Doutorado junto ao Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais – Lume Teatro (Brasil).

Stanley Menthor e Lucas Resende 
O Fauno

Quem são hoje os faunos, essas criaturas da floresta da mitologia grega, meio humanas, meio animais? Ao apropriarem-se desta figura, Stanley Menthor e Lucas Resende exploram fisicalidades híbridas e questionam o que significa «ser meio»: na encruzilhada de continentes, heranças, classes sociais e disciplinas artísticas. Tomando como ponto de partida o Prélude à l’après-midi d’un faune, de Claude Debussy, os artistas revisitam um marco do repertório ocidental, fazendo-o ressoar com as suas múltiplas identidades transatlânticas. O fauno torna-se assim uma metáfora viva: a de um corpo atravessado pela alteridade, sempre em busca do «lugar certo», sempre em transformação.

Equipa | Stanley Menthor e Lucas Resende

Canto do Bode
Investigação e treinamento continuado

Sessões coletivas com os artistas do estúdio, desenvolvidas em torno de um programa de exercícios, práticas e leituras, integradas à investigação em curso.
O estúdio de atuação O Canto do Bode dedica-se à formação, investigação e criação do ator e da atriz. Suas atividades concentram-se no desenvolvimento de práticas e estudos sobre a atuação, bem como na realização de projetos artísticos. O nome escolhido para o estúdio remete à origem da tragédia, tradicionalmente associada aos rituais em homenagem a Dioniso — o deus da uva, do vinho, da alegria e da transformação. Sob o efeito da bebida, os participantes dos cortejos dionisíacos cantavam e dançavam travestidos de bode, animal no qual o deus costumava se metamorfosear. Do canto desses “homens-bode” nasceu a palavra tragédia: tragos, “bode”, e oidia, “ode”, “canção”. O canto do bode representa a manifestação do êxtase (o sair de si) e do entusiasmo (a unificação com o deus) naquele ou naquela que expande as noções de “si mesmo” e de “realidade” para além dos limites do conhecido. Os estudos e os projetos artísticos realizados no estúdio partem da premissa de que o ator e a atriz são os elementos privilegiados da criação teatral. Portanto, um espaço para um trabalho sistemático, continuando, duradouro, livre de pressões presentes em estruturas tradicionais de ensino e produção, torna-se indispensável para o aprofundamento de questões acerca da atuação e dos seus efeitos em cena. Os legados de Stanislávski, Grotowski e Peter Brook, atualizados por pressupostos do pensamento contemporâneo são aliados deste complexo desafio.

Residências Artísticas Anuais

Artistas residentes
João Rapozo
EIF[E] – Escola Informal de Fotografia
Camboja Selecta
André de Campos
The Portfolio Project
BodyBuilders & Rafael Alvarez
Razões Pessoais Associação Cultural

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