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O Salvado

Um Solo de Olga Roriz

Em coprodução com o São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional São João, Teatro Aveirense e Cineteatro Louletano

Com o título O Salvado, este espetáculo nasce de uma interrogação ainda em aberto, de uma intenção por descobrir. Como quem resiste a um naufrágio, pergunta-se: o que se consegue salvar da catástrofe? Que vestígios permanecem depois da tempestade? O que pode ainda preservar uma existência de sete décadas? O que ficou agarrado ao corpo e ao tempo, e o que se pode finalmente desprender para se tornar matéria, memória, presença?

O que não morreu ainda nela? E do que conseguiu, afinal, libertar-se? Que corpo é este agora? Que histórias restam para contar? Ao longo de um ano e seis residências artísticas, foi tecendo um percurso que agora se revela numa topografia do tempo — um mapa de gestos, imagens, vestígios e palavras que traça o caminho. O tempo da lembrança e do esquecimento entrelaçam-se, lutam entre si. O que se projeta no futuro avança sem cessar. E é dessa matéria — dessa urgência de existir entre o que se lembra e o que se perde, entre o que foi e o que ainda poderá ser — que nasce a necessidade de se reinventar.

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Digressão 2026

O Salvado
17 de Jan., Cineteatro Louletano, Loulé
5 de Fev., Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
7 de Fev., Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada
28 de Fev., CAE, Figueira da Foz
29 de Abr., Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
23 de Mai., Teatro Municipal António Pinheiro, Tavira
19 de Set., Centro Cultural, Caldas da Rainha
24 de Out., Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

 

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Publicação

Corpoemcadeia é um projeto artístico que combina a prática da dança com a psicoterapia Gestalt, desenvolvido em contexto prisional. Esta publicação acompanha o período de 2019 a 2022, que decorreu no Estabelecimento Prisional do Linhó com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

O projeto teve como objetivo a promoção do acesso à cultura e a facilitação de processos de reintegração psicossocial junto de pessoas em situação de privação de liberdade. A sua matriz assentou no agenciamento entre a dança – com destaque para metodologias de improvisação e criação da Companhia Olga Roriz – e a psicoterapia Gestalt, cuja vocação foca a existência humana como um processo criativo. 

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FOR | Formação Olga Roriz

Aulas Práticas
Para profissionais e estudantes de Dança
Integradas nos cursos da FOR Dance Theatre
Vagas limitadas e sujeitas a confirmação
Reservas via mail com antecedência mínima de 24 horas

Contemporâneo
2ªs, 4ªs e 6ªs, das 09h00 às 10h30
Professor Abel Rojo

Condicionamento físico e Contemporâneo
3ª e 5ªs das 9h às 11h30
Professora Magalie Lanriot

Preçário
Aula avulso | 8€ | 10€
Caderneta mensal 6 aulas | 40€
Caderneta mensal 10 aulas | 50€
Caderneta mensal 20 aulas | 95€
Mensalidade 1 aula/dia | 90€

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Atelier de criação

Um gesto no escuro
com Bruno Alexandre

6 Jan. a 26 Mar.
Um fenómeno é algo que nos impressiona e que raramente acontece. Parece ser algo que oscila entre a imprevisibilidade e a força do seu aparecimento. Como um sonho ou uma dança. Neste atelier, trabalharemos a partir da atenção que damos aos fenómenos e às suas possíveis materializações em cena. A investigação não será tanto sobre os fenómenos naturais que acontecem fora do nosso olhar, mas dentro do nosso corpo, revelando desejos, vozes, e imagens possíveis de uma tensão entre o dançar e o dizer. A partir do levantamento de diferentes materiais que oscilam entre a coreografia, a escrita, e o som, procuraremos em colectivo, encontrar modos de pensar e agir sobre os fenómenos que nos movem.

Requisitos
Pessoas com interesse e experiência em artes performativas, M/18

Datas
3ªas e 5ªas das 11h30 às 14h20
Jan., 6, 8,13,15, 20, 22, 27 e 29
Fev., 3, 5, 10, 12,19, 24 e 26
Mar., 3, 5, 10, 12, 17, 19, 24 e 26

Carga horária
Total 65h | 23 sessões de 2h50

Preço
200€ (20% desconto ex-alunos FOR)

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Residências Artísticas

Pedro Baptista
Whiskey & Chips

Um casal – de duas mulheres – prepara um jantar para dois convidados. Os convidados, também eles um casal – um homem e uma mulher cis, que navegam a sua heteronormatividade, permeando-se de ideais conversadores e ideologias arcaicas – são colegas de trabalho de uma delas. Os convidados chegam. A tensão rola. Entra-se num serão, noite fora, de conversas, comes e bebes e pequenos jogos perversos. Mas se a revelação sobre a relação das anfitriãs foi o ponto de partida para o atribulado serão, as coisas ficarão ainda mais tensas e confusas quando elas revelam que, para além de namoradas, ambas são vampiras com 300 anos de idade.

Texto e encenação | Pedro Baptista; Interpretação | Ana Valente, João Vicente,
Mário Coelho, Nádia Yracema e Tita Maravilha; Cenografia e figurinos | Carmen
Alves; Desenho de luz | Diana dos Santos; Produção | Associação La Bohéme

Filipe Baptista
Through the Chiral Veil

O projecto surge a partir do desejo de canalizar o potencial das artes computacionais e do design de interação para conjurar diversas paisagens sinestésicas que permitam a cada visitante sentir uma relação íntima coim um lugar sonhado e que sinta o rasto e presença de outras pessoas que também coabitam esses mesmos lugares.

Direção artística | Filipe Baptista e Sara Abrantes; Música, desenho de som e co-
criação | Aires, Farwarmth, Filipe Baptista e Saetern; Desenho cenográfico |
Filipe Baptista e Sara Abrantes; Execução Gráfica | Gonçalo Alegria; Desenho de
luz: Filipe Baptista e Gonçalo Alegria; Design de videojogo, ambientes 3D e
programação: Filipe Baptista; Programação adicional | Isaque Sanches; Design
gráfico | Sara Abrantes; Produção | Mariana Marques

 

Sara de Castro
Justiça Cega

Como seria um sistema judicial concebido por mulheres?
A partir de uma perspectiva feminista interseccional, JUSTIÇA CEGA é uma reflexão sobre a complexidade da justiça num mundo dominado por preconceitos. A partir da tragédia Medeia, do mito de La Llorona e de um caso judicial português de filicídio, este espectáculo propõe o questionamento da naturalização de um julgamento através do exercício da atribuição de uma voz a estas três arguidas, possibilitando uma reinvenção das suas narrativas à luz dos seus contextos.

Encenação | Sara de Castro; Texto | Sara de Castro, com textos de Gaya de
Medeiros, Nuno Pinheiro e Teresa Coutinho; Interpretação | Ana Brandão, Ana
Ribeiro, Carla Galvão ou Teresa Coutinho, Gaya de Medeiros e Ema de Castro
Silva; Concepção plástica | Eric da Costa; Desenho de luz | Teresa Antunes
Música original | Rui Lima e Sérgio Martins; Apoio à criação | Rui M. Silva
Apoio à dramaturgia | Ana Pais e Nuno Pinheiro; Direcção de produção | Luna
Rebelo; Comunicação e identidade gráfica | Pat Cividanes; Produção | Dentro
do Covil; Co-produção | São Luiz Teatro Municipal, Teatro Viriato, Teatro-Cine de
Pombal, Teatro José Lúcio da Silva; Apoio | República Portuguesa – Cultura,
Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes; Apoio às residências artísticas |
Casa Varela e Polo Cultural Gaivotas – Boavista; Companhia Olga Roriz

Canto do Bode
Investigação e treinamento continuado

Sessões coletivas com os artistas do estúdio, desenvolvidas em torno de um programa de exercícios, práticas e leituras, integradas à investigação em curso.
O estúdio de atuação O Canto do Bode dedica-se à formação, investigação e criação do ator e da atriz. Suas atividades concentram-se no desenvolvimento de práticas e estudos sobre a atuação, bem como na realização de projetos artísticos. O nome escolhido para o estúdio remete à origem da tragédia, tradicionalmente associada aos rituais em homenagem a Dioniso — o deus da uva, do vinho, da alegria e da transformação. Sob o efeito da bebida, os participantes dos cortejos dionisíacos cantavam e dançavam travestidos de bode, animal no qual o deus costumava se metamorfosear. Do canto desses “homens-bode” nasceu a palavra tragédia: tragos, “bode”, e oidia, “ode”, “canção”. O canto do bode representa a manifestação do êxtase (o sair de si) e do entusiasmo (a unificação com o deus) naquele ou naquela que expande as noções de “si mesmo” e de “realidade” para além dos limites do conhecido. Os estudos e os projetos artísticos realizados no estúdio partem da premissa de que o ator e a atriz são os elementos privilegiados da criação teatral. Portanto, um espaço para um trabalho sistemático, continuando, duradouro, livre de pressões presentes em estruturas tradicionais de ensino e produção, torna-se indispensável para o aprofundamento de questões acerca da atuação e dos seus efeitos em cena. Os legados de Stanislávski, Grotowski e Peter Brook, atualizados por pressupostos do pensamento contemporâneo são aliados deste complexo desafio.

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Residências Artísticas Anuais

Artistas residentes
João Rapozo
EIF[E] – Escola Informal de Fotografia
Camboja Selecta
André de Campos
The Portfolio Project
Manga Theatre
BodyBuilders & Rafael Alvarez
Razões Pessoais Associação Cultural

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